José Mourinho encontrou a forma mais adequada para enfrentar o Barcelona.

A pressão voraz na bola e na alternativa do passe tirou o rival de sua zona de conforto. 

O time de Guardiola pode até apresentar muitos dos indicadores que ajudaram a construir seu bom futebol e fama internacional, mas com a marcação do Real Madrid a equipe catalã não conseguiu fazer a transição da defesa para o ataque e se instalar na área adversária, como sempre fez, inclusive nos 5 a 0 do Camp Nou, em novembro.

O treinador português obteve uma solução para o momento, para enfrentar quatro partidas seguidas e abalar a confiança do Barcelona, que não negocia seu estilo e chega à Champions com problemas.
 
Todo mundo conhece o time titular de Pep Guardiola. O problema é que Villa não marca há 11 partidas e Pedro, que livrou-se recentemente de uma pubalgia, está sem ritmo.

Juntos, são responsáveis por 30% dos gols do Barça. 

Se não são capazes de decidir, Messi fica sobrecarregado como a única alternativa, já que Xavi e Iniesta estão um passo atrás, lutando para organizar a equipe e fazer a bola chegar na área. 

Um dos pontos fortes do grupo é o futebol associativo, e mais uma vez ele foi abalado pelo estilo do Madrid.

Mourinho provou a seus jogadores que é possível deixar o Barça pelo caminho, a exemplo do que fez no ano passado pela Inter.

Quem quiser acompanhá-lo sabe o que fazer. Hoje, a questão do estilo de jogo do Madrid é secundária.

Os próximos jogos determinarão a dimensão do abalo sísmico imposto pelos merengues nos culés, se também mexeu nas estruturas da Champions.



    Cristiano Ronaldo Provou porque é, e sempre será o melhor do mundo .

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